Cansei do meu piso, é hora de reformar. E agora?

By 22 de junho de 2018Arquitetura

O piso sem dúvidas é um dos primeiros a serem lembrados na hora de reformar. Além do seu considerável custo de implantação, ele faz toda a diferença na ambientação. Suas várias possibilidades de cores, tamanhos e texturas são capazes de mudar o estilo de uma residência ou comércio. Com o tempo é comum um desejo de renovação do piso por um mais bonito e moderno. Além disso, existe uma degradação natural do piso antigo que implica na troca.

Na hora de fazer a nova paginação do piso muito se fala da utilização do “piso sobre piso”. No comércio é muito divulgada a aplicação dessa técnica como um facilitador, mas existem muitos detalhes que os consumidores não sabem.

A utilização do “piso sobre piso” tem suas vantagens. Principalmente em relação ao tempo de execução da obra. Por esse motivo também é sempre bem vista por quem executa. Além disso, evita gasto de mão de obra com a demolição do piso antigo e descarte de entulho, ou seja, uma obra mais limpa e organizada, características importantes para atingir a qualidade.

Porém a utilização do “piso sobre piso” não garante a mesma durabilidade da instalação do que pelo método convencional. Até as dimensões das peças quando aplicadas por sobreposição tem uma maior restrição a tamanho. Então fica um ponto importante para quem procura instalar porcelanatos com grandes dimensões (ex: 1,00 m x 1,00 m).

O piso no qual será sobreposto, não pode ser qualquer tipo de piso, deve estar em bom estado de conservação, além disso, deve possuir um nivelamento e caimento adequado, visto que essas características se manterão. Muito cuidado na limpeza do piso antigo para receber o novo piso. Sujeiras, principalmente graxas, podem comprometer a aplicação.

Outro ponto importante que deve ser observado é em relação às portas, soleiras, armários e ralos, que precisarão ser adaptados por conta do aumento do nível da obra em cerca de 3 (três) mm. Algumas pessoas chamam a atenção para o nível de janelas e pontos elétricos, mas de um modo geral faz pouca diferença.

Financeiramente a utilização dessa técnica pode ser vantajosa ou não. Apesar da economia com a demolição, a argamassa adequada para a aplicação do “piso sobre piso” é mais cara. Existem outros gastos extras com portas que devem ser cortadas, soleiras substituídas, e outros. Além disso o fator “investimento x durabilidade” é desfavorável. Como já mencionado anteriormente.

Estruturalmente, o “piso sobre piso” gera uma sobrecarga na laje que deve ser registrada por um profissional via ART e anexadas aos documentos de uma edificação. Essa anotação é muito importante e deve ser devidamente registrada.

A utilização do piso sobre piso não é desfavorável, e é a melhor opção em algumas situações. Mas fique atento aos pontos críticos citados. Para a escolha do procedimento adequado, cada caso deve ser analisado particularmente.

E você, prefere a forma convencional ou a aplicação do “piso sobre piso”? Deixe seu comentário, obrigado.